Um pequeno favor

um pequeno favor

Anna Kendrick neste filme faz o papel de Stephanie, uma mãe viúva dona de casa que passa o dia entre os cuidados com seu filho e a manutenção de um canal de vídeos onde posta dicas de culinária. É vista pela comunidade de pais como uma coitada e em geral é motivo de risos. Por conta da amizade entre os filhos, ela acaba ficando próxima de outra mãe da escola, Emily (Blake Lively), que por sua vez é conhecida como uma mulher de sucesso, implacável, rica e poderosa. Um dia, após pedir para Stephanie cuidar de seu filho, Emily desaparece. Começa a partir daí uma investigação sobre seu paradeiro por parte da polícia e outra paralela feita por Stephanie. Percebe-se que ninguém conhece de fato Emily, nem seu marido. Mistérios, surpresas e reviravoltas envolvendo as duas mulheres e o marido de Emily fazem a trama desse interessante filme.

(Parágrafo com pouquíssimos spoilers) O filme retrata que essas duas mulheres de perfis aparentemente tão diferentes possuem muito em comum, não apenas o fato de serem mães. Ambas precisam lidar com um passado sombrio e com a falta de controle que possuem sobre suas ações. Stephanie aparenta fragilidade e subserviência, mas não mede esforços para conseguir ser bem vista e agradar. Também possui imensa dificuldade de controlar sua língua, utilizando seus vídeos para contar segredos que não são seus. Além disso, também é incapaz de controlar seus impulsos sexuais. Ao longo do filme, fica claro que sua vida seria muito diferente se ela tivesse conseguido se controlar em vários momentos. Emily é a pessoa que consegue o que quer, não importa quem ela tenha que remover do caminho para conseguir. Mentiras, violência e crimes fazem parte do seu comportamento.

Considero que esse filme nos faz refletir muito sobre as consequências de nossas ações. Elas podem nos alcançar de formas que não imaginamos e em momentos impensáveis. Pequenos deslizes podem se transformar em tragédias. A vida já é muito difícil e lidamos todo o tempo com situações desagradáveis. Pior ainda quando, além daquilo que está fora de nosso alcance, sofremos também por coisas que são culpa nossa. Por isso, precisamos prestar bem atenção nas nossas ações e escolhas e controlarmos aquilo que fazemos. A Bíblia ensina que Deus é bom e perdoador (Salmo 86:5; Daniel 9:9), mas permite que as consequências do que fazemos cheguem até nós. Que tenhamos sabedoria e domínio próprio.

“O que uma pessoa plantar, é isso mesmo que colherá.” (Gálatas 6:7b)

“Mas o Espírito de Deus produz o amor, a alegria, a paz, a paciência, a delicadeza, a bondade, a fidelidade, a humildade e o domínio próprio”. (Gálatas 5:22,23)

 

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