Missão Impossível – Efeito Fallout

cfuho8bxotf6wnq47jr6mq7g3

Talvez o sexto filme da franquia Missão impossível seja o melhor até agora. Apesar de utilizar os mesmos clichês de sempre, a trama entretém do começo ao fim e as cenas de ação são muito bem elaboradas. Vale a pena conferir em uma sala de cinema bem boa.

No filme, o grupo de Ethan Hunt (Tom Cruise) está dominando cada vez mais o uso de máscaras para obter sucesso em suas missões. Com elas, o grupo pode tomar o lugar de alguém fingindo ser outra pessoa e assim enganar o inimigo. Eles utilizam tanto esse recurso que são chamados pelas outras agências de “turma do halloween”. As vozes também são alteradas com um dispositivo preso às cordas vocais. Fingir ser outra pessoa sempre foi o comum entre os espiões, porém, essa tecnologia permite que usem esse artifício ao máximo. A enganação, o embuste, o fingimento faz parte do trabalho deles.

Fiquei pensando em como seria fácil para nós resolvermos problemas nos passando por outras pessoas. Poderíamos nos fantasiar de alguém com credibilidade para obter alguma vantagem. Poderíamos também nos fantasiar de alguém próximo para ouvir o que os outros estão falando de nós ou para convencer alguém a tomar determinada decisão. As possibilidades seriam infinitas. Mas será que trocar a personalidade é o melhor recurso para resolver problemas? O próprio filme mostra que não.

Não temos a tecnologia do filme, mas muitas vezes somos tentados a interpretar papéis para conseguir benefícios. Fingimos ter interesses que não temos, ter uma personalidade que não é a nossa e até mesmo inventamos histórias para impressionar. Isso acontece em todos os âmbitos, do pessoal ao profissional: mentiras na paquera, fingimentos de comportamento para enganar os pais, omissões ao cônjuge, informações inventadas no currículo, concordância com tudo o que o chefe fala , etc. Ao interpretarmos um personagem na vida real estamos trabalhando com a mentira e de alguma forma trazendo prejuízo ao próximo e a nós mesmos. Acabamos sendo forçados a manter uma mentira por tempo demasiado e no fim das contas acabamos causando decepção. Uma coisa é tentarmos mudar quem somos para melhor; outra é inventar personagens com características que não temos intenção de desenvolver apenas para obter vantagens. Precisamos crer que temos condição de resolver problemas com a nossa autenticidade, e, se algo não puder acontecer sem falsidade, não é para acontecer de qualquer forma.

“Aquilo que anunciamos a vocês não se baseia em erros ou em má intenção; e também não tentamos enganar ninguém. Pelo contrário, sempre falamos como Deus quer que falemos, porque ele nos aprovou e nos deu a tarefa de anunciar o evangelho. Não queremos agradar as pessoas, mas a Deus, que põe à prova as nossas intenções.” (1 Tessalonicenses 2:3,4).

Leia também: Mateus 7:15; Salmo 26:1-4; Mateus 5:37

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s