Mamma mia! 2

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A sequência do primeiro filme traz outras canções do ABBA e os mesmos personagens em duas versões: a versão atual, interpretados pelos mesmos atores, e a versão flashback, interpretados por atores jovens. Em geral, o filme segue o primeiro, ou seja, quem amou o anterior também vai amar este e quem não gostou provavelmente também não vá gostar deste. As interpretações caricatas são muito boas, afinal os atores são ótimos, os números musicais estão muito bem ensaiados, as paisagens continuam lindas. Apenas os personagens de Andy Garcia e Cher, inseridos neste filme, são completamente desnecessários e fora de contexto. Foram trazidos apenas para uma única cena no fim do filme.

Um grande diferencial com relação ao primeiro filme é o tom melancólico em boa parte das cenas, afinal, no tempo presente, a protagonista Donna (Maryl Streep) está morta há um ano (não é spoiler, afinal isso já pode ser notado no trailer). Recentemente me chamaram a atenção para o quanto as músicas do ABBA são tristes, paradoxalmente com as melodias e o ritmo. Este segundo filme faz jus a essa melancolia e tristeza ao nos depararmos com o drama humano, uma sequência de oportunidades aproveitadas e oportunidades perdidas. Estas ficam em evidência no filme, pois o tempo todo lembramos que a protagonista está morta. No tempo presente está a saudade; no flashback fica a sensação de possibilidades desperdiçadas marcadas pela sombra da morte. De qualquer forma, fica a mensagem de que apesar da tristeza, a vida continua triunfando e motivando o ser humano a prosseguir.

O filme me trouxe uma espécie de conflito interno com um drama pessoal e familiar tão intenso e ao mesmo tempo com números musicais tão alegres e festivos. Mas esse conflito é a nossa vida. Vivemos com a sombra da morte, com oportunidades desperdiçadas que não voltam. O tempo é cruel e tenta nos destruir. Ao mesmo tempo, precisamos encontrar felicidade, prazer, alegria e festa em meio a tanto caos, luta e tristeza. Essa é a narrativa humana na história. Como cantar, dançar e sorrir na tristeza e na ausência de pessoas queridas? Mamma Mia 2 faz isso muito bem.

A alegria do filme é encenada por atores; mas, pessoalmente, creio em um Deus que nos faz ressignificar toda a nossa vida e os acontecimentos que nos cercam. Jesus Cristo é o que nos faz ter esperança vitória sobre a morte.

“Eu digo isso para que, por estarem unidos comigo, vocês tenham paz. No mundo vocês vão sofrer; mas tenham coragem. Eu venci o mundo.” (João 16:33)

“Tenham sempre alegria, unidos com o Senhor! Repito: tenham alegria!” (Filipenses 4:4)

“Tu mudaste o meu choro em dança alegre,

afastaste de mim a tristeza

e me cercaste de alegria.

Por isso, não ficarei calado,

mas cantarei louvores a ti.

Ó Senhor, tu és o meu Deus;

eu te darei graças para sempre.” (Salmo 30:11,12)

 

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